Guia Imobiliário
Poucas vezes vivenciamos uma experiência de compra tão significativa como a aquisição de um imóvel.
Os valores envolvidos e o simples fato de não dominarmos essa situação como dominamos, por exemplo, uma visita ao supermercado exigem muita atenção e cuidado na hora de comprar uma casa ou um apartamento.
O Guia Imobiliário foi desenvolvido para oferecer dicas e informações que o consumidor gostaria de ter antes de tomar decisões relativas à compra de imóveis.
Esperamos que você tenha muito sucesso em sua escolha.
Tipo de Imoveis
Os prédios residenciais surgiram para solucionar a falta de espaço para moradia e melhorar as condições de segurança das grandes cidades. Hoje, ao lado dos condomínios fechados, são as formas de se morar mais procuradas nos centros urbanos.
Há alguns anos, a qualidade da construção dos prédios estava, em geral, ligada ao tamanho do apartamento: quanto mais metros quadrados, melhores eram o acabamento e os recursos disponíveis. Atualmente, essa situação mudou: o mercado percebeu a grande demanda por apartamentos menores, mas com grande conforto e qualidade. Cresceu, assim, o número de bons lançamentos com um ou dois quartos. Ao mesmo tempo, novas tendências de urbanismo e arquitetura influenciaram o comportamento do mercado imobiliário e ampliaram ainda mais a gama de opções disponíveis.
Antes de escolher seu imóvel, decida se pretende utilizá-lo como moradia temporária, residência definitiva ou investimento. Somente a partir daí você poderá planejar sua compra com segurança e precisão.
Apartamentos de um quarto , também conhecidos como quarto-e-sala ou quitinete (apropriação do inglês kitchenette ), têm como público-alvo estudantes, executivos ou casais sem filhos. Quando bem localizados, podem ser boa opção para investimento. Antes de investir nesse tipo de apartamento, no entanto, é importante pesquisar como anda o mercado de flats e apart-hotéis em sua região, já que em várias cidades do Brasil o mesmo está saturado.
Os apartamentos de dois quartos , por sua vez, atendem geralmente à família padrão atual, de quatro pessoas, e aos casais jovens. De acordo com dados do SECOVI, correspondem a 50% dos apartamentos vendidos no Brasil.
Já os apartamentos de três quartos representam pouco mais de 30% das vendas e são voltados para famílias maiores.
No topo da lista estão os apartamentos de quatro ou mais quartos . São geralmente de luxo ou alto luxo e desenvolvidos para a população de alta renda. Os acabamentos costumam ser mais elaborados, assim como as opções de lazer e o número de vagas de garagem tendem a ser maiores. O valor do condomínio torna-se sensivelmente mais alto, já que a despesa é dividida por um número menor de condôminos. Pouco mais de 13% dos apartamentos comercializados no Brasil são de quatro ou mais quartos.
O loft é uma nova concepção de moradia que foge dos padrões tradicionais do mercado brasileiro. Teve como origem a transformação de armazéns e galpões em residências na Europa, após a Segunda Guerra Mundial, consolidando-se como opção de moradia na década de 60, no SoHo (South of Houston), antiga área industrial de Nova York. As principais características de um apartamento ou casa em estilo loft são os ambientes integrados, sem paredes para dividi-los, além do pé-direito (espaço entre piso e teto) duplo, com cerca de 6 metros , e, em alguns casos, tijolos e instalações elétricas aparentes. Como a aceitação do estilo loft vem crescendo no Brasil, novas opções de acabamento são atualmente oferecidas para atender as classes média-alta e alta. É preciso estar atento, no entanto, ao fato de que o loft , por suas características pouco tradicionais, pode apresentar liquidez menor do que outros empreendimentos.
Apartamentos duplex são opções que podem atender às necessidades de clientes dispostos a investir mais. Tradicionalmente, nesse tipo de imóvel as áreas social e de serviço ficam no andar inferior e a área íntima encontra-se no andar superior. No caso dos apartamentos triplex , o terceiro andar é utilizado geralmente como área de lazer privativa, com sala, churrasqueira e piscina. O mesmo pode acontecer se o apartamento duplex estiver na cobertura.
Os apartamentos com mais de um pavimento são destinados a famílias com alto poder aquisitivo e têm menor liquidez no mercado. Em alguns casos, seus proprietários pagam taxas de IPTU e/ou condomínio diferenciados, pelo fato de contarem com maior área privativa.
Antes de comprar um apartamento de cobertura, fique atento à qualidade da construtora e da impermeabilização que será feita, pois o piso do último andar costuma receber água diretamente. Além disso, nessa área geralmente são instalados equipamentos que usam água, como piscina, sauna e duchas.
Atualmente, as casas de rua desvalorizaram-se sensivelmente, por oferecerem condições de segurança inferiores às de um apartamento ou de uma casa localizada em condomínio fechado.
A oferta de casas em condomínios fechados está cada vez maior pela boa aceitação do mercado, e existem condomínios para diferentes faixas de renda. Pela liquidez, podem ser boa opção de investimento.
Dimensões e metragem mínima recomendadas para cada ambiente*
Quarto de Casal
11,00m² de área
Menor dimensão: 2,80m²
Quartos Sociais
9,00m² de área
Menor dimensão: 2,50m²
Cozinha
5,00m² de área
Menor dimensão: 1,80m²
Área de Serviço
1,80m² de área
Menor dimensão: 1,00m²
Sala de estar
12,00m² de área
Menor dimensão: um círculo de 3,00m de diâmetro
Quarto reversível
5,00m² de área
Menor dimensão: 2,00m²
Circulação íntima
Largura mínima de 85 cm para transporte dos móveis.
Para que você possa ter uma cama king size (200x200 cm) com um criado-mudo (60cmx60cm) de cada lado, a medida mínima do quarto deverá ser de 3,30m.
Uma sala de estar para apartamento de dois quartos deve ter no mínimo 12m². Acima de dois quartos, no mínimo 16m² ou, de preferência, 20m² de área.
Quando decidir se mudar, faça medições do local onde mora para compará-las com os ambientes do imóvel que pretende comprar.
Lembre-se que um apartamento pequeno deve ter móveis de dimensões compatíveis.
* = De acordo com a legislação municipal de Goiânia
Titulo
Comprar um imóvel na planta é mais barato do que comprá-lo pronto, novo ou usado. Para se decidir por essa compra, no entanto, você deve estar atento à história e ao porte da construtora. Além disso, existem gestos simples, mas que facilitam todo o processo e evitam erros desnecessários:
Conheça outros empreendimentos da mesma empresa, converse com alguns de seus clientes e, se possível, visite sua sede e sinta o clima do atendimento;
Verifique na Prefeitura se a planta do imóvel está aprovada e se a incorporação está registrada no Cartório de Registro de Imóveis. Solicite à construtora cópias da Certidão do Registro de Incorporação e das certidões negativas da Fazenda federal, estadual e municipal;
Informe-se sobre os profissionais responsáveis pelo empreendimento – engenheiros, arquitetos, projetistas. Se possível, busque informações sobre eles junto ao Conselho Regional de Engenharia e Arquitetura CREA;
Consulte os seguintes órgãos e sindicatos para saber se há queixas contra a construtora / incorporadora do imóvel que pretende adquirir:
- ADEMI – Associação das Empresas do Mercado Imobiliário
- Procon
- Conselho Regional de Engenharia e Arquitetura – CREA
- Secovi – Sindicato das Empresas de Compra, Venda, Locação e Administração de Imóveis e dos Condomínios Residenciais e Comerciais
- Sinduscon Sindicato da Indústria da Construção
- Conselho Regional dos Corretores de Imóveis – CRECI;
Observe o prazo para início e término da obra, assim como a existência, no contrato, de multa por atraso na entrega;
Peça à construtora cópias do alvará de construção da Prefeitura e dos projetos aprovados;
Até a entrega das chaves, exija da construtora:
- Certidão Negativa de Débito – INSS;
- Habite-se;
- Manual do proprietário;
- Manual de Operação, Uso e Manutenção (Norma NBR 14.037/98 da ABNT);
- memorial do Condomínio;
Para providenciar a documentação definitiva de seu imóvel, são necessárias três etapas:
- escritura de compra e venda, lavrada em Cartório de Notas;
- pagamento, junto à Prefeitura, do imposto ISTI (Imposto sobre Transmissão Imobiliária) ou ITBI (Tributo de Esfera Municipal), que incidem sobre todas as transferências imobiliárias efetivadas por pessoas físicas e jurídicas;
- registro do imóvel no Cartório de Registro de Imóveis da circunscrição correspondente ao mesmo.
Titulo
Certificações são comprovações da qualidade do trabalho de uma empresa em um determinado setor. Existem certificações específicas para construção civil e incorporação imobiliária, e outras que normatizam qualquer tipo de organização.
Quando estiver pesquisando imóveis, procure construtoras que possuam os selos ISO 9001:2000 e PBQP-H – Edificações e Instalações Prediais.
ISO 9001
A ISO 9001:2000 é uma norma internacional, aplicável a qualquer tipo de organização, que especifica requisitos e parâmetros para um sistema de gestão da qualidade.
Está focada no sistema de gestão da qualidade, buscando a melhoria contínua dos processos, produtos e serviços da organização.
PBQP-H
O PBQP-H é um programa criado pelo Governo Federal com o objetivo de aprimorar o setor da construção civil em duas questões principais: a melhoria da qualidade das habitações e a modernização produtiva. Fazem parte do Programa entidades representativas do setor, bancos, projetistas, fornecedores, comunidade acadêmica e entidades de normalização, além de várias Unidades da Federação.
Titulo
Antes de comprar um imóvel
Consulte um corretor imobiliário registrado no Conselho Regional dos Corretores de Imóveis – CRECI – de sua região. Esse profissional está preparado para auxiliar em questões jurídicas e financeiras que envolvem a compra de um imóvel, e sua participação facilita e agiliza todo o processo.
Certifique-se de que as informações das peças publicitárias do empreendimento (malas diretas, panfletos, anúncios, etc.) estão de acordo com as informações que você recebeu dos corretores e, sempre que tiver dúvidas, procure esclarecê-las junto a eles.
Visite outras obras da construtora responsável pelo imóvel que você pretende comprar, converse com outros compradores e pergunte se houve problemas na qualidade da construção, no prazo de entrega do prédio ou no relacionamento com os clientes.
Observe a localização com relação à possibilidade de enchentes, desapropriações e incorporações na vizinhança, além de qualquer outro fator que possa pôr em risco o imóvel ou desvalorizá-lo em pouco tempo.
Observe a incidência de sol, iluminação e ventilação no imóvel.
Visite o imóvel em diferentes horários para conhecer as condições reais de localização e da vizinhança. Analise acessos, trânsito, trajetos de ônibus, feiras livres, bares e casas noturnas, poluição sonora e do ar, movimentação de pedestres, etc.
Se optar pela compra de um apartamento, analise o número de unidades no edifício e de apartamentos por andar. Avalie se estão de acordo com seus objetivos: quanto mais apartamentos, menor o valor do condomínio.
As medidas de uma garagem normal são de 2,50m de largura por 5m de profundidade. Carros pequenos têm, em média, 3,85m de comprimento por 1,62m de largura e cabem numa vaga mínima de 4m de profundidade por 2m de largura.
Analise bem os dispositivos de segurança do prédio: eles podem proporcionar tranqüilidade. Os mais utilizados são portaria 24 horas, câmeras de segurança com ou sem gravação constante, cerca elétrica, espelhos convexos nas entradas e saídas de veículos, alarme de presença com acendimento automático de lâmpadas.
Leia com atenção o contrato de compra e venda e o memorial descritivo do imóvel.
Depois de assinar o contrato
Acompanhe o andamento das obras através do site da construtora. Caso esse serviço não esteja disponível, procure visitar as obras a cada três meses – para isso, não se esqueça de agendar sua visita com antecedência.
Guarde cópias dos memoriais descritivos da edificação e da incorporação, minutas de instrumentos contratuais e outros documentos referentes ao imóvel que você está comprando.
Antes de assinar o Termo de Recebimento do imóvel, vistorie com atenção sua unidade e, se necessário, faça com que suas ressalvas constem no Termo de Vistoria.
Solicite a Escritura de Compra e Venda e faça o registro no Cartório Imobiliário.
Conheça bem a legislação sobre a garantia de casas e apartamentos. As construtoras mais estruturadas possuem departamentos responsáveis pelo pós-venda, que poderão explicar dúvidas e atender solicitações dos clientes.
Ao assinar o contrato, lembre-se de rubricar todas as páginas. Peça para que o mesmo seja assinado na presença do vendedor e de testemunhas qualificadas. Solicite sua via do contrato original e guarde-a, reconhecendo antes as firmas de todas as assinaturas. Posteriormente, registre-o no Cartório de Registro de Imóveis.
Financiamento
Antes de fazer um financiamento, junto a um banco ou a uma construtora, faça e refaça as contas para evitar a constatação, meses depois, de que seu orçamento mensal não comporta aquele valor. Nesse sentido, tome cuidado com as prestações que começam muito baixas e com os “juros sobre juros”: 1% ao mês, ao longo de 2 ou 3 anos, é suficiente para causar grande susto.
Lembre-se de computar as taxas e impostos que você vai pagar durante todo o processo. Lembre-se também de perguntar o valor do condomínio, mesmo que seja apenas para efeito de estimativa.
Informe-se, junto à Prefeitura, sobre o que está planejado para aquela área nos próximos anos. Esse pode ser um bom indicador de valorização ou desvalorização de seu imóvel.
Não assuma qualquer compromisso de pagamento antes da aprovação de seu financiamento, da avaliação do local e da análise da documentação dos vendedores e do imóvel.
É obrigação do vendedor entregar ao cliente os documentos – dele e do imóvel – necessários à obtenção do financiamento.
Formas de pagamento – financiamento de seu imóvel
À vista
O comprador paga com recursos próprios, podendo utilizar seu saldo de FGTS, por exemplo. Essa opção permite que se consiga um desconto sobre o valor total do imóvel.
Financiamento direto da construtora
Com o pagamento feito até o término da construção do imóvel, seu preço final fica mais barato. A partir desse momento, as construtoras começam a cobrar juros. Seja criterioso na hora de escolher a construtora ao optar por esse tipo de financiamento: escolhendo uma empresa sólida, as possibilidades de problemas são mínimas.
Condomínio
Um grupo de pessoas compra um terreno e contrata uma empresa para construir os imóveis. A obra é tocada de acordo com o caixa dos condôminos e, por esse motivo, pode parar caso aconteça algum problema financeiro.
Consórcio Habitacional
O participante recebe uma carta de crédito quando sorteado ou quando oferece um lance maior. Assim como um consórcio de um automóvel, quem não estiver preparado para dar um bom lance corre o risco de ser um dos últimos sorteados.
SCP – Sociedade em Conta Participativa
Um grupo de pessoas paga determinado valor para o fundo social. Todo mês, uma pessoa é sorteada para comprar sua casa própria. Os maiores riscos nessa modalidade são a quebra do grupo por inadimplência ou, assim como no Consórcio Habitacional, grande tempo de espera no sorteio. Há também a possibilidade de você querer sair do grupo, mas só poder receber o que tem direito no final de todo o processo.
PAR – Programa de Arrendamento Residencial
O pretendente paga taxas mensais de arrendamento, como um aluguel. No fim do contrato, que é de 15 anos, ele tem a opção de compra do imóvel. Só podem utilizar esse programa famílias com rendimento mensal inferior a 6 salários mínimos, e o valor máximo de cada unidade residencial não pode ultrapassar R$ 32.500,00. Além disso, é necessário morar no imóvel durante o período de contrato.
Cooperativa
Formação de grupos de interessados na casa própria. Há uma diretoria empenhada na compra de um terreno e na construção da obra destinada aos cooperados do grupo.
SFH – Sistema Financeiro da Habitação
Os recursos vêm do FGTS – Fundo de Garantia sobre Tempo de Serviço – e da Poupança. Trata-se de recursos imediatos, que valem para imóveis na planta, recém-construídos, usados e lotes urbanizados. Há fiscalização do Agente Financeiro, que verifica a situação jurídica e econômico-financeira do construtor. Para imóveis na planta, existe um seguro de término de obra.
Etapas da obra
As principais etapas de uma obra de construção civil estão brevemente descritas aqui.
É importante lembrar que elas podem ser executadas simultaneamente. Por exemplo: antes de concluir toda a estrutura, as obras de alvenaria já são iniciadas. Por esse motivo, a soma do percentual de tempo das etapas ultrapassa 100%, e esse percentual serve apenas para estimar o tempo gasto em cada uma delas. Por exemplo: se a obra precisa ser concluída em dois anos, a estrutura provavelmente levará entre 10 e 12 meses para ser construída.
Fundação
Fundação é parte da construção que suporta todo o peso do prédio (paredes, lajes, telhados, etc.) e o apóia numa parte sólida do chão, geralmente formada por rochas. O tipo de fundação e os materiais utilizados nessa etapa são determinados pelo projeto, com base nas características do terreno onde o prédio será construído. As fundações mais utilizadas são dos tipos sapata, estaca e tubulão.
Tempo gasto: entre 15 e 20% do tempo total da obra.
Valor: entre 5 e 8% do valor total da obra.
Estrutura
É o conjunto de elementos que formam o esqueleto de uma obra e sustentam paredes, telhados ou forros. A estrutura pode ser feita em concreto armado, aço ou alvenaria auto-portante. Nesse último caso, utilizam-se blocos de concreto ou cerâmica específicos para esse fim.
Tempo gasto: entre 40 e 50% do tempo total da obra.
Valor: entre 25 e 35% do valor total da obra.
Alvenaria
São os elementos de vedação vertical e de separação de ambientes na edificação – paredes externas e internas, geralmente construídos em blocos cerâmicos, blocos de concreto ou gesso acartonado.
Tempo gasto: entre 40 e 50% do tempo total da obra.
Valor: entre 4 e 6% do valor total da obra.
Instalações
São tubulações, fios e equipamentos que formam o conjunto das instalações elétrica, hidráulica, de gás e especiais (elevadores, piscinas, saunas, etc.).
Tempo gasto: entre 60 e 70% do tempo total da obra.
Valor: entre 9 e 20% do valor total da obra.
Acabamento
É o arremate final da estrutura e dos ambientes, feito com os diversos revestimentos de pisos, paredes e telhados. Nessa fase também é feita a colocação de portas e janelas, louças, metais, ferragens e vidros, além da limpeza final da obra.
Tempo gasto: entre 50 e 70% do tempo total da obra.
Valor: entre 28 e 40% do valor total da obra.
Manutenção e conservação do seu imóvel
Alvenaria
Antes de perfurar as paredes, consulte os projetos e detalhamentos de seu imóvel, evitando perfurar tubulações de água, energia elétrica ou gás. Para melhor fixação de peças ou acessórios, use apenas parafusos com buchas.
Revestimentos cerâmicos
É recomendável verificar semestralmente o rejuntamento para evitar infiltrações. Na limpeza, o ideal é o uso de pano ou esponja macios, umedecidos em sabão neutro ou produtos específicos para esse fim. Evite lavagens gerais e tome cuidado nos pontos de encontro das paredes com os pisos. Evite também o excesso de água, o uso de ácidos ou qualquer agente agressivo, bem como o uso de vassouras de piaçava.
Dry-wall
A parede dry-wall possui espessura compatível com a resistência necessária para seu uso natural, como divisória. Evite qualquer tipo de batida ou pancada em sua superfície, assim como pendurar quadros ou outros acessórios muito pesados.
Esquadrias de madeira
Proteja a parte inferior de portas, marcos, alizares e rodapés da presença de água, a fim de evitar seu apodrecimento.
Evite bater as portas com muita força: além de causar trincas na madeira e na pintura, as batidas poderão ocasionar danos às fechaduras e ao revestimento das paredes.
Para limpeza de fechaduras e ferragens, use flanela e evite produtos abrasivos.
Lubrifique periodicamente as dobradiças com uma pequena quantidade de óleo de máquina de costura. Para facilitar a introdução das chaves e a operação das fechaduras, coloque pó de grafite nas chaves antes de sua utilização.
Esquadrias de alumínio
Não apóie pesos e evite pancadas sobre as superfícies das esquadrias.
Se tinta, cal, ácido, cimento ou gesso respingarem sobre as esquadrias, limpe-as imediatamente com pano úmido e passe flanela seca não utilize palha de aço. Tinta a óleo, massa de vedação ou graxa são removidas com solvente do tipo Varsol, querosene ou thinner.
Nunca remova os mastiques de vedação externos e internos, que impedem a entrada de água pelas esquadrias.
Limpe periodicamente a poeira com flanela ou pano macio e seco. Para períodos mais longos, lave-as com água e sabão ou detergente diluído em água, enxugando em seguida para remover detritos ou sujeiras acumuladas, podendo-se utilizar pequena quantidade de álcool (de 5% a 10%) diluído na água.
As janelas devem correr suavemente, sem serem forçadas. Para isso, as guias devem ser periodicamente limpas e lubrificadas com pequena quantidade de vaselina em pasta. Os drenos também devem ser limpos com freqüência para possibilitar o perfeito escoamento da água e evitar entupimento por acúmulo de sujeira, com conseqüentes infiltrações.
Vidros
Os vidros possuem espessura compatível com a resistência necessária para seu uso natural. Evite batidas ou pancadas em sua superfície ou em seus caixilhos. Para limpeza, use apenas álcool ou produtos destinados a esse fim.
Pintura
Nunca esfregue as paredes. Manchas devem ser limpas com pano branco umedecido.
Não use produtos ácidos ou à base de amoníaco para a limpeza de portas pintadas, apenas pano umedecido e sabão neutro.
Evite o contato de gordura com as superfícies pintadas e nunca use álcool sobre tinta plástica.
Com o tempo, a pintura escurece um pouco e fica naturalmente “queimada”. Nunca faça retoques da pintura em pontos isolados: se necessário, pinte toda a parede ou cômodo. Para que seu imóvel mantenha uma aparência sempre nova, recomenda-se uma pintura geral periódica.
Pinturas nas áreas externas devem ser comunicadas ao síndico, tendo em vista o aspecto do prédio como um todo.
Procure manter os ambientes bem ventilados. Nos períodos de inverno ou chuva, pode ocorrer o surgimento de mofo nas paredes, decorrente da condensação de água por ventilação deficiente, principalmente em ambientes fechados (armários, atrás de cortinas e forros de banheiro). Combata o mofo com o uso de detergente, formol ou água sanitária dissolvidos em água.
Impermeabilização
Em caso de perfuração acidental da camada de impermeabilização, contrate profissionais especializados para recompor toda a área.
Para evitar o aparecimento de infiltrações em cozinhas, banheiros e áreas de serviços, observe os cuidados relacionados à manutenção de pisos, azulejos e cerâmicas.
Não instale equipamentos ou realize obras em áreas impermeabilizadas sem consulta prévia à construtora ou empresa que executou o serviço.
Se aparecerem manchas de umidade no teto de seu apartamento, peça primeiramente ao proprietário da unidade superior que verifique rejuntamentos dos pisos, ralos e peças sanitárias.
Evite limpeza das áreas frias com ácido ou soda cáustica, que tendem a eliminar os rejuntamentos de pisos e paredes por seu poder de corrosão, podendo provocar infiltrações generalizadas. Não utilize vassouras de piaçava, pois elas também podem remover os rejuntamentos.
Forro de gesso
Evite pancadas no forro.
Para fixação de lustres, use arame de suporte junto ao fio, nunca a própria placa de gesso.
Cuidado ao colocar cortinas. Elas não devem ser fixadas no forro, mas em uma barra de fixação instalada na laje.
Cubas e elementos de aço inoxidável
Use apenas água e sabão neutro para retirar a gordura dessas peças. Após a lavagem, passe um pano macio com álcool para devolver o brilho natural ao aço inox.
Louças
Não utilize qualquer aparelho sanitário como apoio, pois ele pode quebrar e causar ferimentos graves.
Para evitar entupimentos, não jogue nos vasos sanitários absorventes higiênicos, fraldas descartáveis, cotonetes, preservativos, grampos ou outros objetos.
Para limpeza de louças sanitárias, utilize água, sabão e desinfetantes, e nunca faça uso de pós-abrasivos e esponjas de aço.
Todas as válvulas de descarga dos vasos sanitários possuem regulagem de fluxo de água. Caso seja necessário realizar algum reparo nesse sentido, chame a assistência técnica do fabricante.
Metais
Não rosqueie torneiras e registros além do necessário, pois isso pode danificar as vedações internas. Com o desgaste natural proveniente do manuseio, os “reparos” de torneiras e registros devem ser trocados periodicamente para proporcionar sempre boa vedação e evitar vazamentos. Se necessário, acabamentos dos registros podem ser trocados por outros do mesmo modelo, sem que haja necessidade de substituir sua base. Antes, porém, consulte o fabricante.
Evite apoiar peso em torneiras e registros e evite batidas nos tubos flexíveis que alimentam os lavatórios e caixas dos vasos sanitários, pois essas são peças sensíveis, que podem provocar vazamentos.
Faça uma limpeza periódica dos aeradores (bicos removíveis) das torneiras, pois é comum o acúmulo de resíduos provenientes da própria tubulação.
Cromados e metais sanitários devem ser limpos com água e sabão neutro, podendo ser polidos com produtos indicados para esse fim. Nunca use esponjas de aço ou similares na limpeza desses materiais.
Instalações elétricas e hidro-sanitárias
No caso de execução de serviços que envolvam quebra ou retirada de materiais de acabamento, consulte os projetos de seu imóvel, evitando assim interferências em outras instalações.
Instalações telefônicas
Com exceção de ocorrência de danos físicos às instalações, a rede telefônica interna ao prédio não requer manutenção. A manutenção na rede externa (a partir da caixa no passeio) é de responsabilidade da empresa concessionária.
Instalações hidráulicas
Instalações hidráulicas, juntamente com instalações sanitárias, requerem maiores cuidados de manutenção, uma vez que seu mau uso pode provocar entupimentos e outras avarias que, além de difícil reparo, são onerosas.
Para a limpeza dos ralos de drenagem, não utilize ferros e arames, acetona concentrada, ácidos de qualquer espécie nem detergentes à base de ácido clorídrico.
Evite grande quantidade de louça ou outros objetos dentro das cubas e nas bancadas da cozinha. Isso pode provocar deslocamento ou desprendimento da bancada por excesso de peso.
Se o apartamento for permanecer fechado por períodos longos, feche todos os registros de água.
Sempre que precisar de manutenção ou reparos, consulte as plantas de seu imóvel para não provocar danos na rede hidráulica.
Instalações elétricas
Não troque disjuntores por outros de amperagem maior, pois tal atitude pode provocar danos na instalação.
Não manuseie aparelhos elétricos em contato com a água: isso pode ocasionar acidentes fatais.
Evite, sempre que possível, o uso de “tês” ou “benjamins” (dispositivos com que se ligam vários aparelhos a uma só tomada), pois eles provocam sobrecargas.
Deve-se ter cuidado especial na colocação de luminárias e acessórios similares, pois cortes indevidos ou emendas inadequadas de fios podem provocar a interrupção de luz em partes do imóvel e permitir o surgimento de peças que transmitam choques elétricos. Para esses serviços, procure sempre um profissional especializado.
Instalações sanitárias
Todos os ralos possuem grelhas de proteção que barram a entrada de detritos maiores em seu interior, evitando entupimentos. Portanto, evite deixar que os ralos fiquem sem as grelhas de proteção.
Nunca jogue gordura ou detritos sólidos nos ralos das pias e lavatórios.
Evite o uso excessivo de sabão nas máquinas de lavar roupas e louças, de modo a impedir o retorno da espuma. Dê preferência a produtos biodegradáveis.
Estando o imóvel há muito tempo sem uso, jogue água limpa nos ralos e sifões para evitar o mau cheiro proveniente da rede de esgoto.
Para prevenir o entupimento ou mesmo desentupir pias e lavatórios, use apenas o desentupidor de borracha, não utilizando materiais à base de soda cáustica, arames ou ferramentas não apropriadas. Caso não consiga resultado, chame um profissional ou empresa especializada.
Instalações de combate a incêndio
Os extintores de incêndio destinam-se a um primeiro combate a pequenos incêndios. Leia atentamente as instruções contidas nos extintores, especialmente as que dizem respeito à classe de incêndio para a qual o aparelho é indicado e como utilizá-lo corretamente. Os locais onde estão colocados os extintores nunca devem ser alterados, pois são determinados pelo Corpo de Bombeiros.
Incêndios de maior intensidade, desde que não localizados em líquidos inflamáveis ou equipamentos elétricos, podem ser combatidos com o uso de hidrantes. As caixas de hidrante possuem mangueiras que permitem combater o fogo com segurança em qualquer ponto do pavimento.
Halls de escadas de edifícios são bloqueados por portas corta-fogo. Seu bom funcionamento depende do estado de conservação das dobradiças, que nunca devem ser forçadas, para que as portas permaneçam sempre fechadas. Da mesma forma, é necessário que essas áreas estejam sempre desimpedidas.
Apesar dos riscos de incêndio serem menores em apartamentos residenciais, eles podem ser provocados por pequenos descuidos, como ferro de passar roupas ligado, panelas superaquecidas, curto-circuito e velas acesas.
Em caso de incêndio, nunca use os elevadores.
Gás
Leia com atenção os manuais que acompanham os fogões.
Nunca teste ou procure vazamentos num equipamento a gás utilizando fósforos ou qualquer outro material inflamável. Recomenda-se para isso o uso de espuma de sabão ou sabonete. Caso ocorram vazamentos, não use objetos que produzam fogo ou faíscas, abra as janelas e comunique imediatamente a empresa concessionária ou o síndico do condomínio.
Verifique todas as noites se estão bem fechados os registros e as torneiras dos aparelhos a gás.
Nunca confie a manutenção de seus aparelhos a gás a pessoas não habilitadas pela empresa concessionária.
Elevadores
Por serem equipamentos complexos e sensíveis, somente empresas especializadas em sua manutenção e conservação devem ter acesso às suas instalações.
Alguns procedimentos de ordem prática podem prolongar e preservar o bom funcionamento dos elevadores:
- aperte o botão de chamada uma única vez;
- entre e saia da cabine olhando para as soleiras das portas;
- observe o número máximo de passageiros indicados na cabine;
- não permita que crianças brinquem ou trafeguem sozinhas nos elevadores;
- não retenha o elevador em seu andar;
- não fume dentro da cabine, isso é proibido por lei;
- caso falte energia, aperte o botão de alarme e aguarde auxílio externo;
- nunca tente sair do elevador sozinho;
- recomenda-se que a empresa responsável pela manutenção dos elevadores seja o próprio fabricante.